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domingo, 18 de agosto de 2013

Minhas considerações 18 / 08 / 2013

Hoje é domingo de tarde e eu abri o facebook e deixei lá alguma coisa do tipo "eles escolheram a submissão".Eu me sinto triste por que achei que as coisas iriam até o fim e por mim tudo teria ido.Se dependesse só de mim mas o mundo é grande e a cidade ainda que pequena é grande porém amarrada à velhas questões que parecem ser mais fortes do que o desejo de mudança e de melhorias reais.Hoje eu estava lendo como sempre faço e lembrei de uma matéria na Tribuna de Santo Angelo  de autoria de alguem que admiro a forma de escrever.Leiam a matéria em azul:

A Sociedade no Divã| Domingo - 21.03.2010 // Comente


Por Renato Lauermann

O sonhador

Escrevi, na coluna da semana passada, que vida de colunista de opinião não é fácil: sempre há margem para mal entendidos. É o que deve ter acontecido com uma mensagem, que pensei estar repleta de conselhos, mas isenta de ofensa pessoal. Não foi assim que o Junior a recebeu. Mesmo tendo me provocado reiteradamente, retirando partes de meus textos e os comentando sob sua ética, ele ofendeu-se com meu recado e não com sua falta de imaginação. Já tive a idade (e a ignorância) dele. Coisas da juventude. Hormônios em demasia. Nada que o tempo e o conhecimento não resolvam.
Sou um sonhador inveterado. Em meus sonhos, o mundo é melhor e a sociedade é mais justa, com muitas mulheres lindas, que ninguém é de ferro. Os sonhos do Junior são mais conturbados: sonha comigo, com os fantasmas do Tiradentes, do Freud, do Che Guevara, do José Dirceu e outros. Só homens. Freud explica? Bom, cada um tem a liberdade de sonhar com quem e o que quiser, mas mulher sempre será a minha praia.
O Junior lê. É erudito. Cita a seguinte frase de Érico Veríssimo: "Buenas e me espalho, nos pequenos eu dou de prancha, e nos grandes eu dou de talho". Diz ter retirado de "O tempo e o vento". Deve ser do Capitão Rodrigo, que era um falastrão e mau caráter. Também li Érico. Como colunista, prefiro citar o que ele escreveu em seu livro "Solo de Clarineta": "Desde que adulto, comecei a escrever romances. Tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que um escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade do seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar uma lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos do nosso posto". 
Realmente, acho que exagerei quando escrevi que negros e pobres não deveriam se filiar ao Dem. A história do Brasil me levou ao exagero: desde a sua descoberta, a vida deles não tem sido fácil. E o senador Demóstenes Torres (Dem-GO) está se esforçando para torná-la ainda mais miserável. Daí a afirmação. Mas tenho bons amigos no Dem. Gente pacífica, que fica no terreno das ideias. Esse negócio de "dar de prancha e de talho" é para seguidores do Hildebrando Pascoal, que era deputado federal pelo PFL (que se tornou o Dem) e costumava "dar de motosserra" nos opositores. 
Em relação ao Tiradentes, cabe uma reflexão sobre o seu verdadeiro papel na história do Brasil. Na Inconfidência Mineira, todos os participantes eram oriundos de famílias ricas, com estudos superiores nas universidades de Lisboa, Coimbra e Paris. Jovens idealistas. O único pobre e com pouco estudo era o alferes Tiradentes (menos do que tenente e mais do que sargento). Quando ocorreu a traição (por um dos inconfidentes rico, mas endividado), todos passaram a dizer que o líder do movimento era Tiradentes. E aqui cabe um adendo: rico só segue pobre para cobrar conta.
Penso que Tiradentes (o único a ser punido com a morte) assumiu a culpa por estar envergonhado de ter acreditado nas ideias que aqueles jovens traziam de terras estrangeiras, aonde iam para estudar. Histórias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Claro que a Igualdade que prosperou na França, naquela época, foi a de guilhotinar de reis a plebeus. Creio que ele aceitou morrer na forca e ser esquartejado para mostrar o que acontece com aqueles que sucumbem ao canto da sereia. Caso seja essa a verdadeira história, sua atitude foi ainda mais heróica. Faria mais sentido sua afirmação: "se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria".
A vida mostra e a história ensina, mas nem todos conseguem enxergar. Invocar o direito de perpetuar erros não é sinônimo de democracia; é apenas um sintoma de imbecilidade. E dê-lhe destilar ódio contra quem mostra ao que a cegueira pode levar.


Voltei:
Eu não desisti e vou continuar com o blog e infelizmente acho que para que essa geração possa ser algum dia uma geração isenta de questões pessoais e capaz de melhorar as coisas de forma real ainda vai demorar muito tempo e não sei se ainda estarei vivendo até lá.


por Neryzinho Fortes

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